Olha, desde que me conheço por gente, sempre quis um amor desses de cinema. Acreditava que o verdadeiro amor deveria tornar-se público, com direito à cartas, declarações, presentes, viagens paradisíacas e tudo mais que os filmes me apresentaram. Estava errada? Não sei.
Não vou descrever minhas poucas experiências pessoais, mesmo porque não tive, até hoje, nada do que sonhei um dia, e fui feliz em todas elas. Porém, achando que poderia ter sido mais se o filme tivesse rodado.
Sabe aquela coisa de achar que a grama do vizinho é mais verde que a sua? Pois é, eu sempre achei que casais que masturbavam o amor publicamente eram mais felizes que eu. Casais que tornavam público seus sentimentos mais nobres eram mais verdadeiros. Enganada? Não sei.
De algum tempo pra cá parece que o que vale mais é a exposição da felicidade conjugal. Dá-lhe orkut, facebook, msn, twitter e sei lá mais o quê. Mas o que tá na moda é mostrar pra todo mundo o quanto você é feliz. O quanto, agora, você é mais feliz que o vizinho.
Eu entendo a ressaca do amor. Entendo que algumas pessoas depois de passarem por um período de isolamento sentimental fiquem tão excitadas com uma nova possibilidade de satisfação e plenitude amorosa, que só querem saber de gritar. É, mas gritar pra quem? Pro vizinho? Por que, agora, quem é mais feliz?
Observando alguns casais conhecidos e outros nem tanto (vale também casais de "famosos"), percebi que minha teoria sobre a felicidade conjugal não estava completamente correta. Conheço o grupo de casais exibicionistas que deram certo. E o grupo dos contidos, do qual eu faço parte, que continuam dando certo também.
Minha grama está verde pra cacete!