Ouvindo a simples, porém didática, ‘Meus filhos, meu futuro’, canção do grande Jorge Ben, lembrei de alguns sonhos da infância. Assim como Anabela Gorda, queria ser uma dona-de-casa atuante. Sim, aquela que, diferente da pejorativa Amélia, cuida e zela do lar com todo carinho e compromisso com aquele que a hospeda. Fazia parte dos meus sonhos deixar a casa cheirosa, florida, fresca e transparente pra mim e todos aqueles que se hospedassem nela, mesmo que por horas. Fazia parte dos meus planos também não trabalhar. Sério. Não tinha aqueles sonhos "oficiais" (de ofício) relacionados à profissão ou atividade. Nunca. Queria mesmo viver tranquila, mas sem muito esforço. Pensava em ganhar uma bolada fácil, o que já me parecia difícil. A alternativa então seria casar com um homem milionário. Taí, profissão mulher de milionário. Era o que queria ser também. Pensava no teste vocacional. Como burlaria o teste para o resultado ser uma dessas duas alternativas? Não teve jeito. Hoje sou Relações Públicas. Ainda tenho chance de ser dona-de-casa atuante. Já o milionário vai ficar para próxima vida. E tomara mesmo que ela exista.
Obs: A música fala exatamente sobre a falta de perspectiva de muitos pais em relação ao futuro dos filhos. Muitos desejam para seus descendentes ‘profissões’ como jogador de futebol, mulher de milionário ou o funcionalismo público.
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"Por mais imbecil que você seja, sempre haverá um imbecil maior para achar que você não o é"